segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Coreless, brushless, sensorless, cored, sensored, brushed, inrunner, outrunner?

É gente, a coisa está ficando feia(no bom sentido, claro) hehehe....
Cada dia uma nova sigla, novo nome, mas é assim mesmo que tem que ser. Tentei resumir ao máximo todos estes parâmetros, de uma forma de escrita simples e fluente.

Bom, muitos usuários acabam trocando as bolas quando procuram sobre tipos de motores, devido a grande variedade que se pode ter.

Uma vantagem que eu vejo no Inglês nesses momentos é que se você "arranhar" um pouco no idioma, vai ver que esses nomes são muito simples! Veja:

Coreless, brushless, sensorless.
O que tem em comum? a terminação "LESS", que do inlês significa: "falta, sem algo".

Agora, tira essa terminação. Fica:
core(tradução: coração, núcleo, centro), brush(tradução: escova), sensor(tradução: sensor).

Nas pronúncias, falamos motores escovados, não motores escova, e para essa converssão, adicionamos o "D ou ED" no fim da palavra, ficando:
core para cored, brush para brushed, sensor para sensored.

  • Brushless e brushed(sem e com escovas, respectivamente)
É fácil notar a diferença real entre motores brushless e brushed.

Os brushless...

Ficam com a bobina parada, enquanto o imã gira (ou algum tipo de conversão que não vem ao caso). Veja nas imagens logo abaixo.

Temos os brushless 'INrunner' e 'OUTrunner'...(Colaboração de um leitor anônimo)
Os prefixos in significa dentro e out fora na tradução literal, e runner é o sufixo de 'correr, corredor. Isto quer dizer que no inrunner o imã fica no centro girando e a bobina ao seu redor parada, e no outrunner o imã fica em volta girando e a bobina no meio parada.

Ambos precisam de um circuito para funcionar, um circuito capaz de transformar a corrente contínua em alternada(por este motivo motores usados em rede elétrica não precisam de circuitos, pois a rede elétrica já é alternada).
Geram pouco ruído(como não tem quase atrito nenhum, são bastante silenciosos).


Motor Brushless(outrunner) de um helimodelo e ao lado Motor brushless(outrunner) de Computador.


Os Brushed's....
Giram uma bobina(que é energizada para fazer o papel do imã)
Usam escovas(para transmitir a corrente elétrica para o indutor, que é a parte que gira)
Não usam circuitos externos para funcionar(podem ser alimentados direto por pilhas, baterias, etc).
Geram ruído(devido ao contato das escovas com os coletores)


Motor brushed visto por dentro


ENTRE ESTES FATORES, TEMOS a opção de Cored ou Coreless

Coreless
...
Significa que o motor não tem núcleo(aquela parte geralmente formada por lâminas de um tipo de ferro, onde o cobre fica enrolado em volta).

Uai? mas então onde ele fica enrolado?
Fica enrolado entorno de si mesmo, colados por resina ou cola para dar o sustento e forma, ou, usam materiais super leves para servirem de forma. veja o exemplo na foto abaixo:



A grande VANTAGEM dos motores CORELESS é que são:
Leves: como não tem núcleos de materiais ferrosos, ficam literalmente mais leves.
Velocidade e consumo na partida estremamente baixos.
Rápidos para inversão de sentido de giro: o que é mais fácil uma pessoa chutar de volta, quando em movimento? Uma bola cheia de agua morro abaixo ou uma bola cheia de ar(ambas do mesmo tamanho, e NÃO TENTE FAZER ISSO)? A bola de ar, porque sua massa(peso, para facilitar) é menor, certo?
Portanto para um motor que está girando no sentido horário, quando forçado a girar no sentido contrário, ele precisa parar, e assim girar no sentido anti-horário. A falta do núcleo facilita, e muito, este papel, como visto no exemplo acima.

São muito empregados em servos para controle de cauda de helimodelos, devido suas grandes características.

A desvantagem é que a função do núcleo, além de sustento da bobina, é aumentar(concentrar?) a intensidade do campo magnético gerado pela bobina, sendo assim, os motores Coreless são mais "fracos" que os Cored.

No caso dos motores Brushless(sem escovas) temos os:
Sensored's e os Sensorless
Os mais usados são os Sensorless
São na verdade, sensores que sabem a posição do indutor(neste caso os imãs), para informar ao circuito de controle o que ele deve fazer para o motor manter o sincronismo e melhorar seu rendimento.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nomenclatura - Motor Brushless/Brushed


Bom, não é de se estranhar as informações que encontramos em coisas "teoricamente" tão simples!

Ex.: Motor Brushless "Fabricante tal" 3.550Kv "modelo tal".
E quando abrimos as caracteristicas ainda temos

Voltagem: 2S-4S
Max. Corrente: ~28A
Diametro do Eixo: 3,17mm
Classe: 450 class

Bom, dá para assustar um pouco!(para não dizer BASTANTE!)
Más nem é tão complicado assim...

vamos lá:
  • Brushless
Brush = escova;
less = sem;
traduzindo = sem escova;

isso significa que o motor não possue escovas(já viu uns foquinhos quando se liga uma furadeira, liquidificador, etc? aquilo é devido o contato entre as escovas e o coletor).

Os motores Brushless são muito mais eficientes que os Brushed(estão ficando fora de uso; brushed = Escovado = possue escovas) por não possuirem contato fisico com outros componentes(isto aumenta e muito sua eficiência).

Em motores escovados é comum vermos a bobina girando, e o Imã(ou outra bobina responsavel por fazer este papel) parado. Já nos motores Brushless, a bobina fica parada, e o Imã é quem gira(caso nunca tenha visto, desmonte um Cooler de computador, estragado de preferencia! =] )

Como estes motores não possuem escovas, eles exigem de um circuito para funcionar, o ESC(speed control).

  • 2S-4S
S = Série;
Como as baterias de NiMH e NiCd estão saindo de "moda", alguns motores só trazem esta informação para baterias LiPo, que são muito mais eficientes que as citadas acima, e possuem uma tensão de 3,7v por célula. O que significa que, se temos de 2 a 4, então este motor pode trabalhar com 2S(duas baterias ligadas em série, que dá um total de 7,4v) a 4S(quatro baterias ligadas em série, que dá um total de 14,8v).

  • 3.550Kv
K = kilo
v = volt

Simplesmente para informar quantas "Mil Voltas(RPM)" este motor consegue dar usando 1volt.

Sim, kilo x Volt, que é a mesma coisa de Mil x volt. Se temos 3.550Mil/volt(virgula em inglês é representado por ponto, entao seria a mesma coisa que dizer 3,550), então este motor gira três mil, quinhentos e cinquenta voltas por cada volt aplicado a ele.

Então se ele pode ser alimentado por 2S a 4S, temos:

v(Volt) x K(Mil voltas) = RPM


2S = 7,4v; >>> logo >>>> 7,4 x 3550 = 26270 RPM(rotações por minuto)

4S = 14,8v; >>> logo >>>> 14,8 x 3550 = 49580 RPM(rotações por minuto)

Então, o máximo de RPM que você terá com este motor é 49(mil)580 voltas usando 14,8Volts

  • Máx. Corrente = 28A
Para que o motor tenha esse desempenho todo, e levando em consideração que ele exercerá algum torque(traduzindo ao pé da letra: fará força) , isso requer uma corrente de consumo.

Isso significa que o seu ESC(que é o circuito que vai controlar o motor) terá que fornecer no MÍNIMO 28A

Isso facilita para saber quantos C(já explicado em Nomenclatura - Bateria) deveria ter sua bateria.

  • Diametro do Eixo = 3,17mm
Caso vá usar algum Pinhão, esta informação é importante para saber qual o diâmetro do furo do pinhão para ser usado neste motor.

  • Classe = 450
Essa informação é para facilitar apenas, fazendo entender que estas características de motor são aceitaveis para um Helicóptero classe 450.

Por enquanto é só!

Bom, acho que deu para dar uma esclarecida!
Qualquer outro tipo de dúvida, faça um comentario, para que possa ser adicionado ao post.
Obrigado e bons voos.

Turnigy Typhoon 450H 2215H Heli Motor 3550kv
Turnigy Typhoon 450H 2215H Heli Motor 3550kv





sábado, 12 de março de 2011

Helicóptero Walkera 59/60/68 com main gear do t-rex 450(HK, CopterX)


Fala galera!

Quem de vocês não tem um Helicóptero Walkera 59, 60 ou 68 ai parado em casa porque não encontra a engrenagem principal para comprar??? Ou quando encontra, é caro demais?

Esse foi o caso de um amigo! Ele ficou mais de ano com o heli encostado em casa pois não encontrava a "maledeta" engrenagem(main gear)!

Este fim de semana resolvemos tentar reparar seu heli, e observando bem a situação veio a idéia...Porque não usar uma engrenagem do Trex450(HK, Copterx) ??

Quando fomos comparar o tamanho entre as duas engrenagens(walkera vs. Trex), a diferença entre as duas era muito pouca, apenas 2mm de diâmetro(74mm do walkera contra 76mm do trex)!

Sendo assim tinhamos 2 pontos críticos:
  1. Como fixar a engrenagem do Trex no eixo do Walkera
  2. Descontar espaços no frame, pois a engrenagem do Trex é ligeiramente maior que a do Walkera
Antes de entender como foi feito, vai uma explicação antes:
  • A engrenagem do Trex possui um furo central de 14,9mm(A) e 25mm(B) de borda com um rebaixamento, onde se encaixa o One-way original do Trex.
  • A engrenagem do Walkera feita junto ao One-way, que tem 16mm de diâmetro.
A foto que temos da engrenagem do Walkera já tinha sido cortada:


Vamos então colocar a mão na massa!

Como fixar a engrenagem do Trex no eixo do Walkera
  • O primeiro passo foi aumentar o furo central da engrenagem(A) do Trex para 16mm(passar de 14,9mm para 16mm) sem perder o centro(isso significa desgastar por igual o furo, pois este furo que vai garantir a engrenagem rodar sem sair do centro, para não pular dentes entre pinhão e engrenagem).
  • O segundo passo foi desgastar a engrenagem do Walkera por igual até obter os 25mm(C) de diâmetro(suficiente para encaixar na borda(B).

Após isto, foi fácil, só restando marcar as 4 furações da engrenagem do Trex na engrenagem do Walkera. Furamos e colocamos os parafusos para fixar.





Descontar espaços no frame
A parte mais trabalhosa se foi!
Agora só restava desgastar um pouco no suporte da tail boom para que a engrenagem não encoste na mesma.
  • Para tal, usamos uma furadeira e uma pedra de esmeril(aquelas encontradas em furadeiras de mão(Dremel).


Pronto, depois disso foi só montar e abrir aquele sorriso no rosto, pois funcionou perfeitamente!



Pena que lembramos de fotografar tarde, mas creio que as fotos deram para entender o processo feito.
abraço amigos!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sempre revise tudo antes e depois de um voo




É, eu nunca fui de verificar nada(verificar a fundo, apenas visualmente), e tive 2 quedas em menos de 1 semana!

Um prejuiso bruto! Na primeira queda, pensei ser Erro Humano(nao aparentou ter perdido sinal) pois virei um loop e nao consegui retornar. Portanto, nem suspeitei que poderia ser isso...

Mas no segundo voo, acabei tendo o mesmo problema, mas isso voando normal, apenas circuitos básicos...

Quando virei o helimodelo em minha direção, ele simplesmente não obedeceu mais o radio!

Desceu igual uma pedra para o chao! Aff, não gosto nem de lembrar..kkkk

Como nesse dia estava eu e um amigo(que tambem tem um heli), eu falei: cara, nao foi eu que fiz isso, ele não respondeu os comandos nao!

E ele falou, estranho mesmo!(nisso o heli já estava no chao a muito tempo, e eu lá, catando os pedaços do pobre coitado...kkkk

Bom, depois disso, ele deu a idéia: vamos testar o alcance do seu radio...
E fomos, ele ficou parado dando comandos e eu saí andando com os pedaços do heli na mão para ver até onde iria...

Por incrível que pareça, a mais ou menos 30m de distância, o heli parou de atender aos comandos do radio! Nisso eu avisei para ele que o heli tinha parado de responder...ele começou a mexer na antena e o sinal voltou...
ai descobrimos, a antena do meu radio estava quebrada(uma anteninha de R$5,00 me rendeu mais de R$500,00 de prejuíso!).

ai vai umas fotos da segunda queda(da primeira esqueci de tirar, mas quebrou quase que as mesmas coisas):



Prejuisos da primeira queda:
  1. 1 tubo de cauda(tail boom) em fibra de carbono
  2. 1 engrenagem principal(main gear)
  3. 3 servos da bailarina(swashplate)
  4. 1 canopy em fibra de vidro
  5. 1 bateria
  6. 1 par de pás em fibra de carbono 325mm
  7. flybar(flybar rod)
  8. eixo principal(main shaft)
  9. eixo dos pega-pás(Feathering shaft)

Prejuisos da Segunda queda:

  1. Tudo da primeira queda + 1 par de landing skid

Fica ai o lembrete:
Antes e após um voo, revise todo o seu equipamento(radio e helimodelo), pois além de danos materiais, você pode ferir alguém, mesmo que sem intenções!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nomenclatura - Servo


Um servo é basicamente um motor com uma caixa de redução(engrenagens) e um circuito que monitora o sinal recebido pelo receptor e a posição do braço(corrige a posição comparando o sinal vindo do receptor e a posição da engrenagem a qual está o braço).

A caixa de redução faz com que um simples servo de 9g consiga mover componentes muito superiores a eles(torque). Esta força é calculada da extremidade do braço, ou seja, ele é capaz de mover 1,7Kg na ponta do seu braço(quanto mais próximo do eixo, mais força o servo tem, obviamente, quanto mais longe do eixo, menos força). A palavra correta passa a ser TORQUE.

Esta caixa de redução pode conter engrenagens de nylon(mais encontrados no mercado) ou de Metal(daí vem a Nomenclatura "Metal Gear").



Para adiquirir um servo, vemos algo do tipo: Servo QualquerMarca / 9g / 1,7kg / 0,12sec (além destas informações, pode vir: Digital, coreless, brushless e/ou Metal Gear e outras).

A função básica de um servo é transformar sinais elétricos(enviados pelo receptor ou pelo gyro) em movimento mecanico circular( no caso de helimodelismo, limitado em 60º) e transferido para links atravez de um braço.

  • 0.12sec
O servo gasta um tempo X para mover o braço 60º. Este tempo é dito pelos 0,12sec e chamado de velocidade de resposta.
Uma grande observação a se ter é que alguns servos podem ser alimentados por 4,8v(padrão) ou por 6v, e esta diferença de tensão influencia na velocidade de resposta.

  • 9g
Um servo é fabricado para destinar-se a trabalhar com torque, tensão, velocidade. Todo esse conjunto gera um peso para ser fabricado o servo, sendo este usado no exemplo, equivale aos 9g(9gramas - este peso acabou sendo usado como modelo, portanto pesam mais ou menos próximos disso, também chamado de microservos).

  • Analógico ou digital
A grande função dessas nomenclatura é a forma de como o circuito controlador atua sobre o motor do servo.
Em um servo analógico, o motor é alimentado constantemente até chegar à posição desejada.Isto é ruim pois quando precisamos de girar pouco, o servo acaba perdendo a precisão.
Já em um servo digital, o motor é controlado por pulsos. A variação da largura dos pulsos é que vai ditar a velocidade em que o servo vai atuar.

ATENÇÃO, isso não tem nada haver com o sinal entre receptor/servo!

Os digitais são melhores em todos os sentidos, exceto: gastam um pouco mais de corrente, já que monitoram mais vezes...

Apartir deste entendimento, já dá pra resumir, incluindo algumas outras nomenclaturas:

Servo QualquerMarca / 9g / 1,7kg / 0.12sec:
QualquerMarca = Marca do servo;
9g = O peso(e considerado modelo) do servo;
1,7kg = O torque do braço;
0,12sec = O tempo gasto para o servo girar 60º(graus - esta velocidade pode variar com a alimentação do servo)

Algumas outras nomenclaturas:
Metal Gear = engrenagens de metal( nem sempre todas)
Coreless = Motor sem núcleo de ferro(o motor consegue atuar mais rápido, obviamente um servo mais rápido)
brushless = Motores sem escovas(veja o significado em motor)
Digital / Analógico = É a forma de como o Motor do servo é controlado.

sábado, 22 de maio de 2010

Nomenclatura - Bateria

Exemplo usado: "Bateria Lipo 3s1p 2200mAh 25C 11.1v 175g" vista em helimodelos classe 450

importante:
-associação em série, aumenta a tensao(voltagem).
-associaçao em paralelo, aumenta a corrente(amperagem)

Hoje em dia a bateria mais utilizada nos helimodelos são as baterias de "Lithium Polimero"(Li-po ou Lipo). Estas baterias(individualmente são chamadas de células) por caracteristica possuem 3,7volts(v). A corrente(mAh) varia com o modelo da bateria. Para conseguir maiores correntes, usa-se a associação em paralelo(P). Para aumentar a tensão, basta associá-las em série(S).
Além da tensão e corrente, o fabricante fornece a Capacidade de Descarga(C), que é a carga constante que pode ser exigida da bateria(celula), para que a mesma não perca suas propriedades.
Ao deparar com estas associações de células para formar a bateria a ser usada, teremos um peso total(g).
Estas baterias são agrupadas de tal forma a dar a voltagem, corrente e Capacidade de descarga nescessárias para "alimentar" o helimodelo.

Então vamos aos miudos:
Bateria Lipo 3s1p 2200mAh 25C 11.1v 175g

Bateria Lipo: significa que o material da bateria é polimero de litio(3,7v por célula).

3S1P: significa que são 3 células em série e apenas 1 Paralelo(a propria, nao sendo nescessario escrever 1P). como cada célula é 3,7v, temos 3,7 x 3 = 11,1v.

2200mAh: indica que a bateria fornece 2200ma por hora, ou seja, se seu helimodelo consumisse 1A, esta bateria seguraria por 2,2H.

25C: é a capacidade de descarga da bateria. para saber qual é o máximo, basta multiplicar os "C" pela corrente, sendo: 25 x 2200 = 55000mA, ou seja, 55A. o consumo médio de um classe 450 é de 30A a 40A, portanto esta bateria irá trabalhar com folga.

11,1v: essa é a tensão total da bateria, como calculado acima.

175g: esse é o peso referente a uma bateria com essas caracteristicas.

Na teoria, quanto mais "mAh" melhor, por exemplo, se uma bateria de 2200mAh dura 10min de voo, uma com o dobro da capacidade obviamente durará 20min de voo.

MÁS LEMBRE-SE, uma bateria com esta caracteristica, teria o dobro do peso, ou seja, 350g, e como o helimodelo tem que "levar a bateria com ele", isso é inviável, pois o helimodelo ficaria muito pesado. POR ISSO esse pensamento só funciona na teoria, e nao na prática.

A forma de "levar" uma bateria mais pesada seria retirando peso em outras peças.

Estas baterias não podem ser carregadas com carregadores simples, elas possuem carregadores especificos, com tensão constante e corrente constante.

A tensão para carga destas baterias é de 4,2V, e a corrente varia com as especificações do fabricante.

Quando esta informação não é mostrada na bateria, basta usar como base uma carga equivalente a 0,7C(é o mais recomendado), ou seja, 2200mAh x 0,7 = 1540mAh, ou 1,5A. Esta seria a corrente para o carregamento desta bateria.

>>>AINDA EM EDIÇÃO<<<.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Por qual helimodelo começar, quanto investir??



Em construção! Em construção! Em construção!
Em construção! Em construção! Em construção!

Antes de começar o assunto tenha em mente: um helimodelo não é um brinquedo!

  • Tamanho
Há hoje uma gama muito grande de helimodelos, desde modelos que cabem na palma da mão aos gigantes com mais de 1 metro. O tamanho do helimodelo influencia muito em sua estabilidade (quanto maior, mais estável, tanto em local aberto quanto ao ar livre) e durabilidade (como diz o ditado: quanto maior, pior é a queda!).

  • Alimentação
Dentre estes, temos os helimodelos elétricos (alimentados por baterias) e os a combustão (alimentados por liquido combustível). O movido a combustão requer uma mistura especial de nitro-metano (tem que comprar galão desse combustível).

  • Tempo de voo
A autonomia de um helimodelo elétrico não é muito grande, partindo de 5 a 10 minutos de vôo (o tempo é muito relativo à forma de voar). Os a combustão já voam mais tempo, de 15 a 25minutos. Vendo assim parece pouco não é? Só parece!
Para conseguir maior tempo de vôo nos elétricos, basta ter várias baterias. Já no a combustão, é só encher o tanque!

  • Canais
A quantidade de canais em um helimodelo é muito importante pois afeta diretamente na sua forma de locomoção. Como todos sabem, um helicóptero de verdade tem os seguintes movimentos: subir/descer(1); ir para frente/traz(2); ir para os lados esquerda/direita(3); girar entorno de si mesmo para esquerda/direita(4) e pairar no ar(isso não é outro canal, más sim a harmonia de todos eles.
Os parênteses (1), (2), (3), (4) indicam os canais(não necessariamente naquela ordem), ou seja, cada canal recebe uma função especifica para atuar em 2 sentidos(esqueda/direita; sobe/desce...)
Hoje no mercado encontra-se helimodelos desde 2 canais até 6 canais(acima disso é para outros fins particulares como por exemplo luzes, trem de pouso retrátil, etc.)

Função dos canais de cada helimodelo:
2 canais:
(1) Subir e descer; (2) Girar para esquerda e para direita;

3 canais:
(1) Subir e descer; (2) Girar para esquerda e para direita; (3) Voar para frente e para traz;

4 canais:
(1) Subir e descer; (2) Girar para esquerda e para direita; (3) Voar para frente e para traz; (4) Voar para um lado e para o outro;

6 canais:
Estes helimodelos em particular têm seu radio controle com algumas funções especiais como mixagens e outras funções, que os possibilitam exercer todas as funções do modelo de 4 canais, porém acrescentando o chamado 3D, que possibilita voar até mesmo de cabeça para baixo!

ATENÇÃOOOO!
Os números para representar os canais são ilustrativos, não precisa ser nessa ordem!

  • RTF e kits
Existem duas formas de ter um helimodelo, que é comprando as partes e montando (kits) ou comprando os “pronto para voar” (Read to Fly - RTF). Os RTF são bem mais baratos que os kits, porém vem como o fabricante estipular, já os montados (kits) é a seu critério.

  • Controle modo2 e modo1
Modo2 e Modo1 é a ordem de cada comando em cada stick(alavanca do controle).
No Modo2, o acelerador (sobe/desse) e direção (girar para esquerda/direita) estão no stick da mão esquerda e os comandos de ir para frente/traz, ir para esquerda/direita estão na mão direita.
No Modo1 só inverte as mãos, passando os comandos da mão direita para a esquerda e vice-versa.
Atenção! O padrão usado por nós brasileiros é o “MODO2 (dois)”!!!!

  • Freqüência do controle
Existem freqüências padronizadas para cada tipo de modelo, os helimodelos e aeromodelos usam a freqüência 72Mhz, não que isso seja obrigatório, más esse tipo de transmissão está perdendo espaço para os 2.4GHz, que tem uma Gama gigante de vantagens, tais como: interferência, tamanho de antena, codificação e muito mais.
A única desvantagem que vi até agora nesse sistema é a incompatibilidade entre as marcas. Uma marca NÃO funciona na outra (meio que um monopólio, não?).

  • Kit/Peça Original e Réplica
Quase tudo (eu acho que é tudo!) que é feito hoje em dia existe uma cópia (réplica) mais barata de qualidade um pouco (as vezes até pouco de mais) inferior para baratear os custos para o comprador(será que é para isso mesmo? Vai saber....). Isto também tem na área do helimodelismo, e não é pouco! Este é um critério muito importante, pois algumas partes são bem criticas.
Para exemplificar, os helimodelos RTF em sua grande maioria possuem peças plásticas, que podem ser posteriormente trocas por peças em alumínio ou mesmo em fibra de vidro ou fibra de carbono.
Além do material das peças temos uma gama muito grande de fabricantes, e alguns Imitam (bem até demais) os concorrentes de “Auto Nível”, reduzindo o preço (às vezes na qualidade) para ganhar a clientela.
Isso para Profissionais não presta, mas para iniciantes é ótimo (*-* economia).

  • Helimodelos Coaxiais ou Normais
Os modelos coaxiais são os que possuem 2 rotores encima, e os normais os que possuem um rotor encima e um na cauda.
Os modelos coaxiais são mais fáceis de voar, pois uma das funções do rotor superior é estabilizar o helimodelo verticalmente. Já no Normal, o helimodelo não tem essa função de se auto-estabilizar verticalmente (exceto no modelo normal de 2 canais).
Há quem prefira os normais (por parecerem com os helicópteros reais), há quem prefira os coaxiais (por serem mais fáceis de voar). EU prefiro os Normais, mesmo sendo um pouco mais complexos para voar.

  • Por fim, O PREÇO!
Sem partir deste ponto, pense qual seu objetivo com o helimodelo. Voar ao ar livre/local fechado? Helimodelo Grande/pequeno? Kit/RTF? Elétrico/Combustão? 2,3,4 ou 6 canais? 72Mhz/2.4GHz?
Todos estes critérios afetam no preço, variando de “cento e poucos” reais a uns “cinco, seis mil reais” aproximadamente. Calma, não se assuste, os de 5mil ,6mil reais são os Top em qualidade! rsrs

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